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domingo, 18 de julho de 2010

Antonio Aleixo

Poeta António Fernandes Aleixo
“Na terra acho, na terra deixo!” » 
António Aleixo

António Aleixo


António Fernandes Aleixo é considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado, uma obra poética singular, no panorama literário português, da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, polícia, servente de pedreiro, (trabalho que, como emigrante foi exercido em França), vendedor de cautelas e declamador das suas produções pelas feiras portuguesas, (alcunhado de "poeta-cauteleiro"). Morreu com uma tuberculose, doença que tempos, antes havia também vitimado uma de suas filhas.


Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração as brincadeiras dirigidas aos amigos e a crítica sofrida das injustiças da vida. É notável na sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".
Aleixo, escrevia usando a métrica mais comum na língua portuguesa, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas". O professor Joaquim de Magalhães, compilava os versos, que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume das suas poesias (
Quando Começo a Cantar). Antes de Magalhães, alguns amigos lançaram folhetos avulsos com quadras, no intuito de angariar algum dinheiro, para ajudar o amigo, na sua situação de miséria.
Estudiosos de António Aleixo, ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve. A partir da descoberta de Joaquim de Magalhães, António Aleixo passou a ser apreciado por inúmeras figuras da sociedade e do meio cultural algarvio.
Internado em Coimbra, começou uma nova era para o poeta, que descobriu novas amizades e que reconheceram o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves, o escritor Miguel Torga e António Santos (Tóssan), o artista plástico e autor da mais conhecida imagem do poeta algarvio, amigo do poeta que nunca o desamparou nas horas difíceis.
Em homenagem ao poeta popular e à sua obra, muitos distritos portugueses atribuíram o seu nome a ruas, avenidas e até a diversas escolas.
Há alguns anos, também passou a existir uma «Fundação António Aleixo», com sede em Loulé e que já usufrui do Estatuto de Utilidade Pública, o que lhe permite atribuir bolsas de estudo aos mais carenciados.
O reconhecimento a este poeta tem-se repercutido noutros países de língua portuguesa, nos quais o nome de Aleixo foi imortalizado em instituições como, por exemplo, a Escola Poeta António Aleixo, no Liceu Católico de São Paulo, no Brasil.
António Fernandes Aleixo, depois de 1974, tornou-se muito conhecido, através da televisão, rádio e outros meios de informação, os seus versos foram incluídos em diversas antologias. O seu nome figura na história da literatura de língua portuguesa, é patrono de instituições e grupos político-culturais, existem medalhas cunhadas e monumentos erigidos em sua honra.

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